Que confuso o texto que aqui deixei no "post" anterior... e qu estranha essa sensação de nada dizer, principalmente quando reparo no efeito que ele surtiu em mim quando o ouvi... É curioso como as circunstâncias do momento alteram a nossa precepção e conseguem por vezes [como neste caso] dar significado à maior das formas abstractas.
"Sentei-me no sofá da minha sala - a hora que eu não controlei e que agora imagino tere sido entre as 3H e as 6 da manha -, liguei a televisão, corri quatro canais, sem os ver, e desliguei-a. Liguei o computador, preparei-me para escrever e não o consegui fazer. Peguei na guitarra, com o som abafado pela minha mão direita que repousava sobre as cordas impedindo-as de vibrar, conseguir sentir os acordes que conheço tão bem, mas não lhe reconheci a confidência da melodia, ou da harmonia. Coloquei os "wireless headphones made in China" e liguei o mp3. Jack, aquele do apelido igual ao mais famoso oleo para bebés, fez-me comprovar mais uma vez como as coisas simples são sempre tão mais uteis, práticas e funcionais. Em três músicas ouvi dizer tudo que eu queria soltar da minha garganta nessa noite. Transcrevi o que ouvi com maior clareza para o pc e publiquei como post."
... e depois relido chego à conclusão que pouco ou nada dizem essas palavras.
E faz-me lembrar como o momento e a disposição alteram em nós tudo que se passa em redor...
E fico então com a questão; porque não deixei ainda de te amar?!